10 de janeiro de 2017

Senta que lá vem resenha: Minha Mãe é Uma Peça 2

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 Não é sempre que temos uma comédia brasileira boa para assistir no cinema. Como adorei o primeiro, senti a necessidade e a curiosidade de ver onde levariam Dona Hermínia nesta sequência.


 O filme faz questão de mostrar rapidamente que começa exatamente onde o anterior parou: Dona Hermínia agora tem um programa na TV só que ao mesmo tempo tem que cuidar de casa e dos seus filhos que estão cada vez mais vagabundos.

 Paulo Gustavo continua espetacular no papel. Sua personagem aparece em todo momento do filme (obviamente) e o mais incrível é que nunca fica cansativo pois Hermínia é divertidíssima e sempre faz questão de gerar gargalhadas na plateia em todo diálogo.

 As interações da mãe com seus filhos, Juliana (Rodrigo Pandolfo) e Marcelina (Mariana Xavier) são os pontos mais altos do filme. As conversas são feitas de maneira tão natural que é possível identificar-se com muitos dos diálogos/brigas entre os personagens.


 Infelizmente, apesar do filme ser divertido, um roteiro conciso não existe. Minha Mãe é Uma Peça 2 é uma colação de cenas atrás de cenas para dar uma sensação de desenvolvimento, porém é apenas isso. Não temos um tema maior por trás, histórias secundárias bem desenvolvidas ou um início, meio e fim propriamente ditos.

 Não existe nem um drama focado quando os filhos da protagonista decidem seguir com suas vidas e sair de casa. Poucas cenas de Hermínia chateada com a situação foram utilizadas, mas nunca exploram bem esse lado da personagem, já que resolvem sempre manter o humor do filme em alta.


 Apesar da montagem do roteiro ser pobre o filme diverte bastante com um clima leve e descompromissado, cumprindo seu único objetivo: Divertir o espectador.

 A trilha sonora é animada e se encaixa no clima leve do filme, mas em algumas cenas apenas se ouve as músicas em um volume exageradamente alto prejudicando alguns diálogos.

 Enquanto o filme funciona muito bem com seus personagens sinceros, reais e engraçados, peca num roteiro empobrecido em nome de obter o maior humor possível. Nota 6/10.

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